Círculo Polar Ártico: Estudantes brasileiras participam pela primeira vez de expedição na região

  • 22/06/2024
(Foto: Reprodução)
Pesquisadores do DF se preparam para viagem, em julho. Grupo pretende 'expandir presença no Ártico, explorar novos locais não explorados anteriormente e revisitar os pontos já visitados'. Pesquisadores de Brasília se preparam para expedição no Ártico Samuel Paz Cinco pesquisadores de Brasília se preparam para uma nova expedição na região do Círculo Polar Ártico. Desta vez, além de professores, participam uma bolsista de projetos e duas estudantes de graduação — em biomedicina e biologia (saiba mais abaixo). ✅ Clique aqui para seguir o canal do g1 DF no WhatsApp. A viagem começa no dia 1º de julho e vai durar 12 dias. O grupo sai de Brasília com destino a Longyearbyen, na Noruega. A primeira expedição brasileira oficial à região foi no ano passado, para coleta de materiais para novas pesquisas e comparações entre o Polo Norte e a Antártica — continente estudado há mais de 40 anos por pesquisadores brasileiros pelo Programa Antártico Brasileiro (Proantar). A partir dos dados extraídos, o novo grupo pretende "expandir a presença no Ártico, explorar novos locais não explorados anteriormente e revisitar os pontos já visitados". "Queremos coletar mais material, novas espécies, para novas explorações do ponto de vista genômico e biotecnológico. Tais dados servirão para o possível desenvolvimento de novos remédios, cosméticos, aplicações agropecuárias", conta o doutor em biologia molecular e coordenador da expedição, Marcelo Ramada. O pesquisador explica ainda que ao coletar amostras nos mesmos pontos que na expedição anterior, é possível montar uma série histórica de dados e fazer comparações científicas. "Futuramente, poderemos relacionar isso cada vez mais com as mudanças climáticas que estão em curso", diz Ramada. Além de Marcelo Ramada, participam da expedição o doutor em ciências genômicas e biotecnologia Stephan Machado Dohms, a bióloga e bolsista de projetos Thaís Campos de Sousa e as estudantes Giovanna Melo Nishitani e Ana Júlia da Matta Maciel, de biologia e biomedicina, respectivamente. Todos atuam na Universidade Católica de Brasília (UCB). 'Alunos são tratados de forma igual' Pesquisadores do DF se preparam para nova expedição ao Círculo Ártico Polar Samuel Paz Ramada explica que ida de alunos de graduação para expedições polares é algo natural no grupo, inclusive uma estudante participou de uma viagem à Antártica. "No grupo, os alunos são tratados de forma igual, independente de titulação, sendo que aqueles que se destacam positivamente quanto ao trabalho realizado e apresentam maturidade suficiente são selecionados. O difícil é fazer a seleção visto que, felizmente, a quantidade de bons alunos de graduação e pós-graduação é alta. As vezes, o critério de desempate acaba sendo o tipo específico de material que os alunos trabalham. No caso, a Giovanna e a Ana Júlia trabalham diretamente com o material do Ártico que coletei durante a primeira Expedição Oficial Brasileira ao Ártico", diz o professor. A expedição conta com patrocínio da UCB e da União Brasileira de Educação Católica (UBEC) na parte logística e da Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) do Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI) na parte científica. Expectativas Pesquisadores do DF se preparam para nova expedição ao Círculo Polar Ártico Samuel Paz O professor Stephan Machado Dohms já participou de cinco expedições à Antártica, mas esta é a primeira vez que vai ao Ártico. O doutor em ciências genômicas e biotecnologia conta que as expectativas estão altas, principalmente pelo preparo antecipado que o trabalho exige. "Tem a questão da realização pessoal, né? De ir para um lugar diferente, que eu nunca fui antes. E eu adoro fazer trabalho em campo. Eu gosto de laboratório, mas o campo para mim é ele é especial. Claro, não é uma ida de férias, uma saída no parque da cidade, porque é um ambiente inóspito, um ambiente extremo, com seus desafios, seus riscos (...) Mas a gente está super bem preparado, super bem alinhado para poder enfrentar esses esses desafios", diz o professor. Moradora de Águas Claras, a bióloga Thaís Campos de Sousa, de 26 anos, conta que o objetivo é fazer um bom trabalho de coleta de amostras e conhecer a biodiversidade da região. "Além disso, algumas expectativas pessoais estão relacionadas à própria experiência de ir a um ambiente polar e viver essa aventura, que vai trazer muitos desafios físicos e mentais também, mas que com certeza vai ser incrível e um marco na minha vida pessoal e profissional". "É muito gratificante pensar que faço parte de um grupo que tem a oportunidade de mostrar o potencial e a qualidade da ciência brasileira e brasiliense até, já que somos um grupo do 'quadradinho' no meio do Brasil que está estudando os polos do planeta. A 'Thaís' que entrou na graduação em biologia em 2016 com certeza nunca imaginaria que teria a oportunidade de fazer pesquisa no Ártico, então com certeza é um sentimento incrível", diz Thaís. Galerias Relacionadas A expectativa é alta também para as estudantes Ana Júlia Maciel, de 20 anos, e Giovanna Nishitani, de 18 anos. Esta será a primeira viagem internacional das duas. "Além de ser a minha primeira viagem internacional, tudo aconteceu por conta do meu esforço, né? Estou muito animada para conhecer a cidade. Essa parte de coleta eu nunca fiz, é a minha primeira vez assim no campo realmente. No campo das coisas que a gente estuda, que a gente trabalha no laboratório. A gente espera encontrar muitas espécies boas", diz Ana Júlia. Giovanna conta que quando soube que foi selecionada para participar da expedição, não acreditou. "Achei que ele [professor Marcela Ramada] estava brincando e não levei a sério, mas quando ele perguntou se eu já tinha solicitado o passaporte, eu percebi que ele realmente estava falando sério", conta. "Acho que o maior sentimento foi de realização, por vários fatores, sendo o principalmente por não imaginar que eu poderia estar chegando tão longe, fazendo o que eu amo: pesquisa (...) Queremos fazer boas coletas e faço questão de no meio da expedição não encontrar um urso polar", diz Giovanna. Futuras expedições O professor Marcelo Ramada conta que o projeto pretende expandir a presença no Ártico para outras localidades nos próximo anos, durante a vigência do novo Projeto Briotech, o laboratório de análises da UCB, aprovado ano passado no Edital 08/2023 do CNPq. O projeto estará vigente até dezembro de 2027. "Ano que vem estamos planejando ir ao Alasca e Canadá. Em 2026, Groenlândia e Islândia e em 2027 pretendemos os demais países árticos". Pesquisadores durante primeira expedição brasileira ao Ártico LEIA TAMBÉM: AUMENTO DA TEMPERATURA NO PLANETA: Pesquisadores brasileiros que estiveram no Ártico falam sobre degelo; 'Muito maior do que esperávamos encontrar' DESCOBERTA: Pesquisadores encontram vírus gigantes na camada de gelo da Groenlândia pela 1ª vez Leia outras notícias da região no g1 DF.

FONTE: https://g1.globo.com/df/distrito-federal/noticia/2024/06/22/circulo-polar-artico-estudantes-brasileiras-participam-pela-primeira-vez-de-expedicao-na-regiao.ghtml


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